Foto: Sidney Murrieta |
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José Valente, do Ipea: “Ministério da Educação não foi afetado pela desvinculação orçamentária” |
Os gastos do governo federal em áreas como saúde, previdência, educação e seguridade cresceram menos que o PIB em 2010 e, por isso, diminuíram relativamente ao total de riquezas produzidas no país no ano. Em 2009, o Gasto Social Federal (GSF) representava 15,8% do PIB nacional, no ano passado caiu para 15,41%.
Em números absolutos, houve aumento de 7,1% em 2010, atingindo um valor estimado de R$ 566,21 bilhões. Esses dados foram apresentados noComunicado do Ipea nº 108 – Gasto Social: uma análise da execução orçamentária de 2010, divulgado nesta quinta-feira, 25, durante coletiva pública na sede do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
“Isso mostra que há uma trajetória sustentável do crescimento do gasto social, ele não subiu mais do que o PIB em um ano de aquecimento econômico. 2009 foi um ano atípico, o crescimento foi maior para enfrentar a crise”, afirmou o diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, Jorge Abrahão de Castro.
O Ministério da Educação foi o que mais elevou seu orçamento executado, em 2010, (23,5%, já descontada a inflação), saindo de R$ 43,9 bilhões, em 2009, para R$ 54,2 bilhões no ano seguinte. “O aumento se deve principalmente à não desvinculação das dotações constitucionais voltadas ao Ministério. A Desvinculação de Recursos da União (DRU) não afetou a Educação”, explicou José Valente Chaves, técnico do Ipea.
Gasto com pessoal
Dos recursos destinados à área social, a maior parte (83,2%) foi para despesas correntes, o que inclui as transferências do Bolsa Família, os Benefícios de Prestação Continuada para idosos e portadores de deficiência e as aposentadorias do INSS e dos servidores públicos. Apenas 10,5% foram gastos com pessoal e encargos.
“É preciso destacar isso, porque usamos pouco mais de 10% das verbas para custear os gastos com pessoal, para manter funcionando o complexo social montado no Brasil. Qual empresa privada gasta menos do que isso?”, enfatizou Abrahão.
Leia a íntegra do Comunicado do Ipea nº 108
Veja os gráficos da apresentação do Comunicado do Ipea nº 108

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